Ora, pegar escravos fugidos era um ofício do tempo. Não seria nobre, mas por ser instrumento da força com que se mantém a lei e a propriedade, trazia esta outra nobreza das ações reivindicadoras. Ninguém se metia em tal ofício por desfastio ou estudo: a pobreza, a necessidade de uma achega, a inaptidão para outros trabalhos, o acaso, e alguma vez o gosto de servir também, ainda que por outra via, davam o impulso ao homem que se sentia bastante rijo para pôr ordem à desordem.
(Machado de Assis, “Pai contra mãe”. Os melhores contos de Machado de Assis. Seleção de Domício Proença Filho. S. Paulo: Global, 1985, p. 282)
Na busca de afirmação internacional, D. Pedro II e seus diplomatas procuraram apresentar no exterior a imagem de um país jovem, moderno e com grande potencial de desenvolvimento. O fim do tráfico negreiro, em 1850, era usado como exemplo de que a nação caminhava em direção ao fim da escravidão, prática inaceitável para uma “nação civilizada”. Ao mesmo tempo, o governo imperial colocou todo o seu empenho na modernização do Rio de Janeiro, principal cartão postal da jovem nação.
(Gislane Azevedo e Reinaldo Seriacopi. História: série Brasil. São Paulo: Ática, 2005, p. 347)
O fragmento do conto de Machado de Assis, a ilustração e o texto permitem inferir que, no Segundo Reinado,