Orquídeas de flores róseas, ainda consideradas da mesma espécie, vivem em dunas próximas às praias de Marambaia, no Rio de Janeiro, e de Alcobaça, na Bahia. Embora estejam separadas por 900 quilômetros (km), deveriam gerar sementes se um dia suas células reprodutivas se encontrassem. No entanto, nenhum embrião se formou após a polinização entre plantas das duas localidades induzida por botânicos em São Paulo. Outros representantes da mesma espécie de orquídea, Epidendrum denticulatum, dos cerrados de Itirapina, em São Paulo, e de Peti, em Minas Gerais, também já deram as costas uns para os outros. Os quatro grupos de orquídeas parecem seguir seus próprios caminhos evolutivos e talvez já formem espécies diferentes, embora ainda sejam idênticos no tamanho, nas flores, nas cores e nas estruturas externas.
Revista Pesquisa Fapesp 212, 2013 disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/10/17/os-primeiros-passos-de-novas-especies - acesso em 22/09/2014
O texto relata um possível exemplo de especiação alopátrica. A partir de uma população original geneticamente homogênea, a sequência de eventos que poderia levar ao surgimento de duas espécies incipientes seria: