“Os antigos professores desta ciência – disse ele – prometiam tudo, mas nada realizavam. Os mestres modernos prometem muito pouco; sabem que os metais não podem ser transmutados e que o elixir da longa vida é uma quimera. Mas esses sábios, cujas mãos parecem apenas patinhar no sujo, ou cujos olhos parecem estar pregados aos microscópios e aos cadinhos, têm conseguido milagres. Eles penetram os recessos da natureza e mostram como ela funciona nos lugares mais ocultos. Sobem aos céus; descobriram como circula o sangue, e qual a natureza do ar que respiramos. Adquiriram novos e quase ilimitados poderes; podem comandar trovões no céu, reproduzir o terremoto, e até zombar do mundo invisível com suas sombras” (SHELLEY, 1997).
O trecho acima pertence ao romance Frankenstein, escrito em 1816 por Mary Shelley. A autora faz aqui não apenas uma clara referência à ciência como era entendida pelos estudiosos de fins do século XVIII e início do século XIX, como também, especialmente, às pretensões e esperanças da mesma. Nas alternativas abaixo, marque a correta.