Os assassinatos têm-se tornado rotineiros e é um dos mais sérios problemas de direitos humanos no Brasil. Milhares de brasileiros morrem, anualmente, nas mãos de fazendeiros, pistoleiros, grupos de extermínio e policiais.
Brasileiros e organizações internacionais têm acusado que policiais e pistoleiros eliminam pessoas suspeitas de serem criminosas, incluindo meninos de rua. [...] Autoridades federais, estaduais e municipais geralmente não agem contra os responsáveis pelas mortes.
Um menino de rua é mais do que um ser descalço, magro, ameaçador e mal vestido. É a prova da carência de cidadania de todo um país, onde uma imensa quantidade de garantias não saiu do papel da Constituição. É um espelho ambulante da História do Brasil. No futuro, o menino de rua será visto como hoje vemos os escravos.
DIMENSTEIN, Gilberto. Um crime sem punição. O Cidadão de Papel: A infância, a adolescência e os Direitos Humanos no Brasil. Disponível em: . Acesso em: 9 out. 2016.
Esse trecho do livro de Gilberto Dimenstein