Os cristãos tinham de fazer frente à acusação de canibalismo declarado porque, na eucaristia, comiam a carne e bebiam o sangue do seu Deus. Chamavam-lhes ateus, porque não adoravam os deuses do Estado. Negavam honra divina ao próprio imperador, pelo que o seu ateísmo era ao mesmo tempo subversão política.
(Werner Jaeger. Cristianismo primitivo e paideia grega, 2002.)
O texto refere-se às relações do cristianismo com o Império Romano, nos séculos II e III. Naquele momento, o cristianismo