Os dados econômicos vêm saindo piores do que as previsões. Estamos diante de uma supercrise muito maior do que a antecipada? Qual o seu impacto sobre o nosso futuro?
Como já disse aqui, é preciso muita cautela ao avaliar situações ruins. Devido a um somatório de vieses humanos, notadamente o modo como super-reagimos diante de fatos negativos, julgamos a crise presente como muito pior do que as passadas. Não é que não possam sê-lo. O ponto é que as avaliações feitas no olho do furacão tendem a superdimensionar a encrenca, ao passo que os juízos acerca do passado, sobre os quais o instinto de sobrevivência não interfere, são um tantinho mais objetivos.
um tantinho mais objetivos.
Não estou, com essas observações, querendo dizer que os economistas com previsões mais lúgubres estão exagerando, mas apenas que devemos desconfiar de nossas (e das deles) primeiras impressões.
Quanto ao futuro, tudo depende das lentes históricas que utilizamos.
(Hélio Schwartsman. “A pior crise de todos os tempos?”. Folha de S.Paulo, 23.06.2015. Adaptado.)
Assinale a alternativa em que se faz correta análise dos fatos linguísticos presentes no texto.