Os descaminhos eram numerosos e variados. Quanto mais o Estado português apertava o cerco para assegurar a sua arrecadação no Brasil, aí mesmo é que os desvios do ouro prosperavam, com extrema criatividade. O senso comum tornou notória a imagem do santo do pau oco como símbolo maior dos descaminhos. Imagens ocas de santos supostamente recheadas de ouro e diamantes nos servem como explicitação da contradição entre dois traços correntes na sociedade colonial – o fervor religioso e a cobiça material.
(Paulo Cavalcante. “Eu quero é ouro!”. Revista de História da Biblioteca Nacional, 2008. Adaptado.)
No contexto retratado por esse excerto, durante o apogeu da mineração no Brasil colonial do século XVIII,