Os governos autoritários foram, em busca de legitimação, aqueles que mais recorreram ao futebol. Muitos apoiaram, de forma direta ou indireta, determinado clube, tentando tirar proveito político disso. Outros privilegiaram a seleção, símbolo da unidade pretendida pelo regime. Foi o que fizeram os autocratas da União Soviética e de seus países-satélites.
As ditaduras militares latino-americanas também buscaram se beneficiar com o futebol. No caso do Brasil, procurou-se a apropriação dos dividendos políticos do tricampeonato mundial e a organização de um inchado campeonato nacional que satisfizesse as lideranças regionais. No caso da Argentina, a organização da Copa de 1978 tornou-se verdadeiro projeto político.
Também em sociedades democráticas o futebol pode ter peso na vida política. Na França, o debate entre centralismo e regionalismo manifesta-se futebolisticamente.
(Hilário Franco Júnior. A dança dos deuses, 2007. Adaptado.)
O historiador exemplifica