Os historiadores da educação brasileira têm chamado a atenção para os processos de constituição da forma escolar de educação, implementada ao longo do século XIX, em meio a disputas e tensões, associada aos projetos de nação e à formação do Estado brasileiro. Exorcizando marcos rígidos e lineares, os historiadores têm produzido um novo olhar sobre o Oitocentos, caracterizando-o como um período fértil de debates, iniciativas e práticas educativas.
(José Gonçalves Gondra e Alessandra Schueler. Educação, poder e sociedade no império brasileiro, 2008. Adaptado.)
A partir da segunda metade do século XIX surge um público letrado, e os primeiros jornais e semanários satíricos, aproveitando-se da figura tolerante do imperador, passam a promover um incipiente debate público. De início restrito à elite, esse debate passa a atingir, crescentemente, também o público, ainda limitado da classe média letrada.
(Jessé Souza. A classe média no espelho, 2018.)
A partir dos excertos, que discutem aspectos da educação e da circulação cultural no século XIX, pode-se afirmar que