Os “imigrantes” sempre foram os alvos prioritários das zombarias dos operários “franceses”. Ocorre que, durante o período fordista, as brincadeiras eram predominantemente amistosas, funcionando em proveito da socialização de turcos e marroquinos. Afinal, bem ou mal, todos faziam parte de um mesmo e orgulhoso grupo social.
Após a restruturação produtiva dos anos 90 do século XX, contudo, a realidade fabril mudou sensivelmente. Uma rede de empresas subcontratadas formou-se como resultado de estratégias gerenciais de terceirização implantadas pela Peugeot. A rotatividade aumentou, a competição no interior do grupo fabril tornou-se a regra, os salários caíram e as carreiras foram simplificadas.
Nesse novo contexto, o trabalhador francês passou a caçoar do jovem precariado “imigrante” não a fim de integrá-lo, mas para legitimar sua segregação na fábrica. O marroquino e o turco deixaram de ser “companheiros”, transformando-se em uma ameaça aos salários e às conquistas trabalhistas
BRAGA, Ruy. Je Suis Younes Amrani. Sociologia. São Paulo: Escala. ed.57, abr. 2015. p.31-33. Adaptado.
Com base nas informações do texto e nos conhecimentos sobre os movimentos da população mundial e suas implicações, é correto afirmar: