Os militares procuraram, desde o início, criar uma forma renovada de totalitarismo. Ele consistiu em não apelar para um típico regime na base da lei e da ordem, com suspensão total de todas as liberdades individuais, bloqueio completo da produção cultural, eliminação sistemática de todo e qualquer opositor e anulação soberana da integralidade das estruturas político-partidárias. Daí a impressão de que, comparada a países como Argentina e Chile, a ditadura brasileira teria sido branda, inclusive com menos mortos e desaparecidos.
(Vladimir Safatle. “Como perpetuar uma ditadura”. Revista de História da Biblioteca Nacional, abril de 2014. Adaptado.)
Com base no fragmento, que apresenta uma análise sobre a ditadura militar no Brasil, é correto afirmar que