Os portadores do HIV e pacientes com AIDS têm um risco maior de morrer de infarto do miocárdio (ataque cardíaco) do que o resto da população, de acordo com um estudo realizado nos Estados Unidos em maio de 2012 e publicado no Journal of American College of Cardiology. Os investigadores acreditam que destes resultados demonstram "a necessidade de que temos de levar em consideração o risco potencial para pacientes com HIV". De acordo com um estudo publicado em março de 2013 e realizado com mais de 82 mil pessoas nos Estados Unidos, o HIV aumenta o risco de ataque cardíaco em cerca de 50%. Entre os efeitos dos medicamentos antirretrovirais - que, combinados, bloqueiam a proliferação do vírus e controlam a evolução da Aids- estariam alterações metabólicas que causam a diminuição das taxas de HDL e o aumento dos níveis de colesterol LDL e de triglicérides. Segundo o cardiologista e pesquisador da USP Bruno Caramelli, com apenas um ano de uso da medicação já pode ocorrer um espessamento da camada íntima das artérias carótidas. Ele apresentou os trabalhos no Congresso Brasileiro de Cardiologia. "A epidemia de Aids poderá, em curto espaço de tempo, aumentar a incidência de doenças cardiovasculares", diz Caramelli.
Analise as proposições de acordo com os termos em negrito.
I. Após se fundir às proteínas T4 do linfócito CD4, o envelope de HIV tem acesso ao citoplasma. O nucleocapsídio se desfaz, liberando a transcriptase reversa, protease e integrase no citosol. A transcriptase reversa transcreve uma cadeia de RNA a partir do DNA viral que adere ao DNA do linfócito através da enzima integrase.
II. As pessoas com AIDS são propensas a desenvolver vários tipos de câncer, em particular os causados por vírus, como o Sarcoma de Kaposi e o câncer cervical, além de cânceres do sistema imunitário, como os linfomas.
III. A necrose de uma área do miocárdio é um infarto agudo do miocárdio (IAM). A causa mais comum de cardiopatia isquêmica é a insuficiência coronariana causada por aterosclerose.
IV. Os antirretrovirais podem manifestar efeitos colaterais severos como eritrocitopenia e leucocitopenia, bem como inflamação do pâncreas, dolorosas lesões nos nervos, náuseas, diarreias e outros problemas gastrointestinais.
V. A estenose da carótida é uma doença que ocorre quando as artérias carótidas, principais responsáveis pelo fluxo de sangue no cérebro, tornam-se estreitas ou ficam obstruídas, aumentando o risco de acidentes vasculares cerebrais. As carótidas conduzem sangue venoso do cérebro para as veias cavas superiores do átrio direito cardíaco. A estenose também interfere na utilização da PEP sexual (profilaxia pós-exposição sexual) podendo provocar um choque anafilático em eventuais portadores do HIV, promovendo a obstrução letal das carótidas.