Os principais meios de produção na América espanhola continuaram nas mãos da classe alta criolla, que em virtude da independência se apropriou também do comando do sistema político. Essa transferência do poder político significou que a partir daí as decisões seriam tomadas muito mais em termos dos interesses nacionais do que dos da metrópole, ou, mais precisamente, dos interesses nacionais na interpretação da minoria dominante. Isso não excluiu o prolongamento, de forma um pouco modificada, da dependência econômica externa.
(David Bushnell. “A independência da América do Sul espanhola”. In: Leslie Bethell (org.). História da América Latina: da independência a 1870, 2004. Adaptado.)
A abordagem realizada pelo historiador sobre a independência da América espanhola pode ser relacionada