Os recursos hídricos têm sido alvo das intervenções antrópicas há longo tempo, desde o surgimento das primeiras comunidades humanas, que se utilizavam deles para sua dessedentação, preparo de alimentos, higiene, construção, navegação, irrigação, etc. Contudo, é em tempos historicamente mais recentes que são registradas as maiores intervenções nesses recursos, notadamente nos rios. O crescimento exponencial da população e sua concentração em determinadas porções do território – as cidades – aumentaram o número e a intensidade das interferências. Embora as necessidades humanas básicas apresentadas permaneçam, outras necessidades emergiram, como a geração de energia elétrica, o controle das enchentes, o aumento de área para ocupação etc.
(Rosângela G. M. Botelho. “Bacias hidrográficas urbanas”. In: Antonio J. T. Guerra (org.). Geomorfologia Urbana, 2011.)
A cada momento histórico, específicas relações sociedade- natureza proporcionam diferentes formas de se apropriar dos recursos hídricos. Associados ao aumento da população e sua concentração espacial, constituem-se exemplos de intervenção antrópica nos rios: