Os “sínodos da paz” detalharam as normas de comportamento para os milites desejosos de se converter aos novos ideais: tais normas continham em germe a “ética cavalheiresca”, codificada entre os séculos XI e XIII nos tratados, canções e romances. A Igreja de Roma [...] incitou daí em diante os guerreiros a adotar um novo tipo de conversio: em vez de deporem as armas e ocuparem o claustro dos mosteiros, como se tinha sugerido até então, os guerreiros deveriam conservar seu lugar no mundo.
(Franco Cardini. “Guerra e Cruzada”. In: Jacques Le Goff, Jean-Claude Schmitt (orgs.) Dicionário analítico do Ocidente medieval, vol. I, 2017.)
O excerto descreve um momento da história da Idade Média ocidental em que