Os textos abaixo tratam de rebeliões coloniais brasileiras. O primeiro deles trata da Conjuração Mineira de 1789 e o outro é um fragmento de uma das proclamações fixadas em lugares públicos da cidade de Salvador pelos líderes da Conjuração Baiana de 1798.
"O ideário dos filósofos franceses tinha sentidos variados para os colonos do movimento da Conjuração. Liberdade, por exemplo, podia significar tanto libertar sua região de Portugal, como não pagar tributos, ter liberdade comercial, de expressão, e possibilidade de acesso à leitura para, com isso, conseguir gerenciar melhor os seus negócios e dominar, ainda mais, os colonizados. As ideias que os uniam eram a implantação de uma República em Minas Gerais e a necessidade da manter a escravidão, pois para eles, proprietários e escravistas, o trabalho era trabalho escravo. Nesse sentido, para os conjurados, a noção de Igualdade não incluía a igualdade racial e nem a social, pois, temiam, também, o estabelecimento de uma sociedade na qual o princípio da Igualdade fosse estendido aos homens livres e pobres, a chamada plebe".
http://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo02/conjurados.html (acesso em 29/08/2013)
"O poderoso e magnífico povo bahiense republicano desta Cidade da Bahia Republicana (…) ordena, manda e quer que para o futuro seja feita nesta cidade e seu termo a sua revolução para que seja exterminado para sempre o péssimo jugo reinável da Europa"
(citado por Inês Inácio e Tânia de Luca. Documentos do Brasil colonial. SP: Ática, 1993. p. 167–168)
Analisando esses movimentos de rebelião colonial no Brasil e comparando-os, pode-se afirmar que: