Os Tupinambás, no entender dos lusos, “usavam de bestialidades mui estranhas”: pedras ou ossos nos beiços, por exemplo, vivendo como “alimárias montesas”, ou seja, como animais. O fato deles não possuírem nem fé, nem lei, nem rei (...) transformou-se aos poucos em justificativa para desprezá-los. Pior ainda, o canibalismo, registrado primeiramente por Américo Vespúcio, fez de muitos grupos tribais o símbolo por excelência da barbárie.
(Mary del Priore; Renato Pinto Venâncio. O livro de ouro da história do Brasil, 2001.)
Infere-se do texto que: