Para responder a questão, leia a quarta estrofe do Canto I de Caramuru, de José de Santa Rita Durão, em que o eu poético se dirige a D. José I, rei de Portugal, a quem o poema é dedicado.
Nele vereis nações desconhecidas,
Que em meio dos sertões a fé não doma,
E que puderam ser-vos convertidas
Maior império que houve em Grécia ou Roma:
Gentes vereis e terras escondidas,
Onde, se um raio da verdade assoma,
Amansando-as, tereis na turba imensa
Outro reino maior que a Europa extensa.
(Cláudio Manuel da Costa et al. Arcadismo: líricos e épicos, 2010.)
Compare a estrofe de Caramuru com a estrofe inicial de Os lusíadas, de Luís Vaz de Camões.
As armas e os barões assinalados
Que, da Ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca de antes navegados,
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram;
(Obra completa, 2005.)
A partir da comparação entre os poemas, é correto afirmar: