Para responder a questão, leia o texto a seguir:
“O espírito de liberdade, nascido com o homem livre por natureza, tem sido senhor de si mesmo desde que viu a luz do mundo. Suas forças e direitos quanto a ela foram sempre imprescritíveis, nunca finitos ou passageiros.(...) Desde o exato instante em que um monarca , piloto adormecido no regaço do ócio ou do interesse, nada faz pelo bem de seus vassalos, faltando com seus deveres, rompem-se também os vínculos de sujeição e dependência de seus povos. Este é o sentir de todo homem justo e a opinião dos verdadeiros sábios. (...) Nem o juramento de vassalagem que os americanos prestaram ao espanhol, nem a possessão por trezentos anos que este logrou na América, são razão suficiente para justificar a dominação. (...) Habitantes do Peru: se desnaturalizados e insensíveis assistiram, dia a dia , com rosto tranquilo e sereno, à desolação e os infortúnios de sua desgraça pátria, acordem agora da penosa letargia em que estiveram submersos, desapareça a penosa e funesta noite da usurpação e amanheça o claro e luminoso dia da liberdade”
(Bernardo de Mondego. “Dialogo entre Atahualpa y Fernando VII em los Campos Eliseos”, in Pesamiento político de la emancipación (1790-1825).
O texto, de 1809, pode ser caracterizado como