Para responder à questão, leia o trecho do “Sermão da Sexagésima”, de Antônio Vieira.
Vemos sair da boca daquele homem, assim naqueles trajos, uma voz muito afetada e muito polida, e logo começar com muito desgarro, a quê? A motivar desvelos, a acreditar empenhos, a requintar finezas, a lisonjear precipícios, a brilhar auroras, a derreter cristais, a desmaiar jasmins, a toucar primaveras, e outras mil indignidades destas. Não é isto farsa a mais digna de riso, se não fora tanto para chorar?
(Antônio Vieira. Essencial, 2011.)
No trecho, Vieira critica o estilo