Para responder às questão, leia a quarta estrofe do Canto I de Caramuru, de José de Santa Rita Durão, em que o eu poético se dirige a D. José I, rei de Portugal, a quem o poema é dedicado.
Nele vereis nações desconhecidas,
Que em meio dos sertões a fé não doma,
E que puderam ser-vos convertidas
Maior império que houve em Grécia ou Roma:
Gentes vereis e terras escondidas,
Onde, se um raio da verdade assoma,
Amansando-as, tereis na turba imensa
Outro reino maior que a Europa extensa.
(Cláudio Manuel da Costa et al. Arcadismo: líricos e épicos, 2010.)
Considerando-se que as “nações desconhecidas” fazem referência aos habitantes nativos do Brasil, pode-se concluir que, na visão do eu poético,