Paralelamente às guerras do período posterior ao 11 de setembro, desenrolou-se um subenredo frequentemente ignorado: o da terceirização e da privatização que esses conflitos possibilitaram. Desde o momento em que a equipe deste presidente tomou o poder, o Pentágono abarrotou-se de ideólogos como Paul Wolfowitz, Douglas Feith, Zalmary Khalilzad e Stephen Cambone, bem como de exexecutivos de grandes empresas – muitas delas grandes fabricantes de armamentos –, como o subsecretário de Defesa Pete Aldridge (Aerospace Corporation), o ministro do Exército Thomas White (Enron), o ministro da Marinha Gordon England (General Dynamics) e o ministro da Aeronáutica James Roche (Northrop Grumman). A nova liderança civil do Pentágono chegou ao poder com dois objetivos principais: a mudança de regime em nações estratégicas e a implementação da operação de privatização e terceirização mais abrangente da história militar dos Estados Unidos – uma revolução nos assuntos militares. Depois do 11 de setembro, essa campanha não pôde mais ser detida.
Scahill, Jeremy. Blackwater: a ascensão do exército mercenário mais poderoso do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2008, p.63. Adaptado.
O processo descrito é parte de um contexto interno aos Estados Unidos iniciado por