Parece claro hoje que muitas iniciativas da política externa do governo Bush, somadas às medidas de cortes de impostos e à inabilidade de realizar sacrifícios domésticos, minaram a economia norte-americana como um todo. A liderança dos EUA foi erodida pelas dívidas crescentes, resultado da diminuição de taxas para os ricos e do aumento dos gastos domésticos. Não é provável que consigam prosseguir com seus ambiciosos projetos internacionais e lidar, ao mesmo tempo, com sérios problemas internos. A fragilidade de sua economia é tal que em algum momento tanto o governo quanto os eleitores chegarão à conclusão de que é muito mais importante concentrar os esforços na economia do que continuar a fazer aventuras militares no exterior. Ainda mais porque essas intervenções terão de ser pagas, sobretudo pelos contribuintes.
(www.noticias.r7.com, 05.09.2011. Adaptado.)
O excerto faz referência à política norte-americana no início dos anos 2000. Algumas das consequências por ela geradas foram