FCMSCSP 2025 · Questão 4
Párece, ou eu me engano, que esta fonte De repente o licor deixou turvado; O Céu, que estava limpo e azulado, Se vai escurecendo no horizonte: Porque não haja horror, que não aponte O agouro funestíssimo, e pesado, Até de susto já não pasta o gado, Nem uma voz se escuta em todo o monte. Um raio de improviso na celeste Região rebentou: um branco lírio Da cor das violetas se reveste; Será delírio! não, não é delírio. Que é isto, Pastor meu? que anúncio é este? Morreu Nise (ai de mim!), tudo é martírio. (Domício Proença Filho (org.). A poesia dos inconfidentes, 1996.)
O soneto é habilmente construído a partir de uma desconstrução gradual e sistemática do seguinte tópico árcade:
Resolução passo a passo com explicação detalhada
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