[Parece que] raramente a diversidade das culturas mostrou-se aos homens tal como ela é: um fenômeno natural, resultante das relações diretas ou indiretas entre as sociedades; viu-se nisto sempre uma espécie de monstruosidade ou escândalo [...]. A atitude mais antiga[...] consiste em repudiar pura e simplesmente a formas culturais, morais, religiosas, sociais, estéticas, que são as mais afastadas daquelas com as quais nos identificamos. “Hábitos de selvagens”, “na minha terra é diferente”, “não se deveria permitir isto”, etc. – tantas reações grosseiras que traduzem esse mesmo calafrio, essa mesma repulsa diante de maneiras de viver, crer ou pensar que nos são estranhas.
LÉVI-STRAUSS, Claude. Raça e História. In: Antropologia estrutural II. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1976, p.333.
Para Claude Lévi-Strauss, a diversidade cultural: