Pareceu-me que, ao entrar no largo, vinha de longa viagem. Certeza tenho agora de que vinha de tão longa viagem, mas de tão longa viagem que a morta não a interrompeu. Em delírio, já criatura de um mundo que não o nosso, entre cores e luzes, a morte não a matou porque morreu fora do corpo. E, por isso, não morreu no Largo da Palma.
FILHO, Adonias. Um corpo sem nome. O Largo da Palma. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1981. p. 76.
Considere o trecho inserido no todo da narrativa e assinale a única afirmativa em desacordo com o conto Um corpo sem nome.