Pelas abas das serras, quantidades de cavernas — do teto de umas poreja, solta do tempo, a aguinha estilando salobra, minando sem-fim num gotejo, que vira pedra no ar, se endurece e dependura, por toda a vida, que nem renda de torrõezinhos de amêndoa ou fios de estadal, de cera-benta, cera santa, e grossas lágrimas de espermacete; enquanto do chão sobem outras, como crescidos dentes, como que aquelas sejam goelas da terra, com boca para morder.
João Guimarães Rosa, no livro "No Urubuquaquá, no Pinhém" (Corpo de Baile). 9ª ed., Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2011.
O relevo explicitado no texto apresenta: