(...) plebe tão em extremo plebe, que só ela o pode ser da que se repute e mais infame, e o é de todas as plebes, por comporse de índios, de negros, criolos e boçais de diferentes nações, de chineses, de mulatos, de "zambaigos"*, e também de espanhóis que, declarando-se "zaramullos" (que é o mesmo que pícaros, grosseiros e "arrebatacapas") e degenerando de suas obrigações, são os piores entre canalhas tão ruins. *Filho de mulato e ameríndia
(Carlos Sigüenza y Góngora. Relaciones históricas. México: Biblioteca del Estudiante Universitário, UNAM, 1972, p. 133 Apud Angel Rama. A cidade das letras. Trad. Emir Sader. SP: Brasiliense, 1984, p. 57)
Como se vê nesse texto, preconceitos étnicos, de classe ou de outro tipo podem habitar a cultura. Tivemos exemplo disso em literatura com Gregório de Matos, que em sua poesia satírica não poupou críticas ferozes contra