Pode-se dizer que, ao longo da busca de autonomia política para esses jovens estados-nação, gestou-se na Espanha e na América uma particular cultura política, baseada menos em modelos estrangeiros e mais nas tradições e experiências próprias ao mundo hispânico. A independência dos reinos americanos e a morte de Fernando VII na Península decretaria o fim da monarquia absoluta. Os povos do mundo hispânico se tornariam cidadãos. Nos dois lados do Atlântico, experimentariam novos sistemas políticos consolidados com base na tradição liberal do governo constitucional e da representação política que emergiram das Cortes de Cádiz.
PAMPLONA, Marco A.; MÄDER, Maria Elisa (Orgs). Revoluções de independência e nacionalismos nas Américas: Região do Prata e Chile. São Paulo: Paz e Terra, 2007, p.19-20 (Coleção Margens América Latina; 01).
Com a invasão napoleônica à Península Ibérica em 1807, a presença metropolitana espanhola junto às suas colônias americanas se enfraqueceu. Contrários aos limites comerciais e manufatureiros impostos pelo pacto colonial e inspirados pelo liberalismo, pela Independência dos Estados Unidos e pela Revolução Francesa, os criollos perceberam que era hora de lutar pela independência das colônias espanholas na América. Sobre o processo de independência e sobre a posterior formação dos Estados nacionais latino-americanos, é correto afirmar que