Por mais complexa que seja a comparação com uma gotícula inanimada de substâncias química, a célula procariótica é uma das formas mais simples de vida. Uma membrana delimita uma porção de citoplasma, que contém centenas de ribossomos, ao redor de um centro no qual flutua uma fita solta de DNA quase puro, o repositório de cerca de 4000 genes. A célula nucleada, ao contrário, é maior, mais complexa, salpicada de mitocôndrias e de plastídios e agrupada por uma rede de estruturas reticulares e pelo citoplasma circundante. O DNA, em grande parte repetitivo, está firmemente enrolado sob a forma de cromossomos no interior de um núcleo envolto por membrana. Fazendo uma análise retrospectiva, as células eucarionte parecem ser resultado da fusão de diversos organismos. Comparações vivas, algumas dessas fusões começaram com a tomada de posse hostil de um organismo por outro. Mas ao longo de milhões de anos, os dois ficaram tão concatenados, tão interligados que só o microscópio eletrônico e as intricadas técnicas da análise bioquímica conseguiram acabar com a ilusão de que, como a harmonia entre os elementos celulares parecia perfeita, as coisas sempre tinham sido dessa forma.
(MARGULIS, Lynn e SAGAN, Dorian. 2016)
Analisando-se as informações do texto e com os conhecimentos a respeito do tema, é possível afirmar: