Por mais grandioso que um pensador seja, devem-se apontar as falhas em seu pensamento. Aristóteles acreditava que era possível, por exemplo, justificar a escravidão, e a defesa dessa prática causou e, infelizmente, ainda causa muito sofrimento e dor. Uma compreensão da natureza humana, condinzente com a ideia de direitos humanos, e que não permitisse seu uso para justificar a escravidão, excluiria quais dos pensamentos abaixo?
(Adaptações de duas versões da Declaração sobre as raças e o preconceito racial da Unesco de 1950 e 1978, facilmente encontradas online).
I. Todos os seres humanos pertencem a uma mesma espécie. Eles nascem iguais em dignidade e direitos. II. Todos os indivíduos e grupos têm o direito de ser diferentes, a existência de diferenças baseadas na cultura, ambiente e diversidade histórica é um testemunho dessas diferenças de identidade cultural.
III. A palavra “raça” pode ser usada para designar um grupo ou uma população caracterizada por certas concentrações, relativas quanto à frequência e à distribuição de genes ou de caracteres físicos que, no decorrer dos tempos, aparecem, variam e, muitas vezes, até desaparecem sob a influência de fatores de isolamento geográficos ou culturais.
IV. As diferenças genéticas hereditárias constituem um fator de importância primordial nas causas das diferenças entre a complexidade cultural e civilizatória dos diversos povos.
V. Os fatores que desempenharam um papel preponderante na evolução intelectual do homem são a sua faculdade de aprender e a sua plasticidade, presentes em todo o ser humano.
VI. A personalidade e o caráter dependem de fatores geralmente associados à “raça”. Em todos os grupos humanos, encontram-se tipos muito variados de personalidade e de caráter, mas há razão para crer que certos grupos sejam mais favorecidos que outros nesses quesitos.
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