Por mais que sejam os escravos [índios] que se fazem, muitos mais são sempre os que morrem, como mostra a experiência de cada dia neste Estado, e o mostrou no do Brasil, onde os moradores nunca tiveram remédio senão depois que se serviram com escravos de Angola, por serem os índios da terra menos capazes do trabalho e de menos resistências contra as doenças, e que, por estarem perto das suas terras, mais facilmente ou fogem ou os matam as saudades delas.
(Padre Antônio Vieira, superior das missões no Estado do Grão-Pará e Maranhão, 1661. Apud Luiz Felipe de Alencastro. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul, 2000.)
No excerto, Padre Vieira alude