Por muitos anos, a explicação econômica do fascismo reinou absolutamente entre os estudiosos do tempo. De fato, ela se mostra satisfatória em certos aspectos, mas insuficiente quando são analisadas as rejeições e as afirmações do fascismo. Para os chamados “economicistas”, os capitalistas da Itália e da Alemanha se viram frente a frente com uma classe operária organizada e revolucionária após a Primeira Guerra Mundial e nos anos que se seguiram à Grande Depressão. Para que o movimento organizado da classe trabalhadora fosse esmagado, o grande capital se aliou aos partidos fascistas a fim de empreender uma contra-revolução. [...]
Tal análise restringe o que aconteceu nas décadas de 20, 30 e 40 do século XX a um projeto político de poucos homens, que seriam os responsáveis por tudo que aconteceu. Como observa o prof. Alcir Lenharo: ‘’para uma abordagem histórica do fenômeno nazista, faz-se primordial desvendá-lo não como uma obra de meia dúzia de endemoninhados; é preciso alcançar a dimensão social de uma experiência originária de sérios embates, fruto da crise por que passava o mundo capitalista”.
(MARQUES; FARIA; BERUTTI,1993, p. 135).
O texto afirma que o fascismo