Profissão de fé
Invejo o ourives quando escrevo:
Imito o amor
Com que ele, em ouro, o alto relevo
Faz de uma flor. Imito-o.
E, pois, nem de Carrara
A pedra firo:
O alvo cristal, a pedra rara,
O ônix prefiro.
Por isso, corre, por servir-me,
Sobre o papel
A pena, como em prata firme
Corre o cinzel.
Torce, aprimora, alteia, lima
A frase; e, enfim,
No verso de ouro engasta a rima,
Como um rubim.
BILAC, Olavo. Disponível em: http://biblio.com.br/defaultz. asp?link=http://biblio.com.br/conteudo/OlavoBilac/ profissaodefe.htm. Acesso em: 4 set. 2021.
Entre os recursos empregados no texto para a construção poética, observa-se a