PROTESTO BREGA
A música de protesto, o tropicalismo, a jovem guarda e seus filhos roqueiros circulavam principalmente no universo das camadas médias urbanas. Na mesma época havia um conjunto de compositores tocando a alma do povo. Chamados de piegas, bregas, cafonas, essas(es) cantoras(es) e compositoras(es) foram simplesmente banidas(os) de qualquer classificação conceitual. Praticamente todos os cantores “bregas” eram de origem humilde. Suas letras não falavam de Cuba, China e URSS. Os livros do comunista Karl Marx não faziam parte do seu cardápio bibliográfico. Eles preferiam cantar o cotidiano comum do povo.
Em “Pare de tomar a pílula”, Odair José esbarrou no crivo da censura:
Pare de tomar a pílula
Pare de tomar a pílula
Porque ela não deixa
O nosso filho nascer
Adaptado de DINIZ, A. e CUNHA, D. A República Cantada – Do Choro ao Funk, a História do Brasil através da Música. Rio de Janeiro: Zahar, 2014.
Considerando as ações do regime militar na década de 1970, aponta-se como a principal justificativa para a censura da letra da canção mencionada: