Qualquer tentativa de sintetizar as maneiras possíveis de caracterização de personagens esbarra necessariamente na questão do narrador, esta instância narrativa que vai conduzindo o leitor por um mundo que parece estar se criando à sua frente. [...] Como podemos receber uma história sem a presença de um narrador? Como podemos visualizar uma personagem, saber quem ela é, como se materializa, sem um foco narrativo que ilumine sua existência? Assim como não há cinema sem câmera, não há narrativa sem narrador.
(BRAIT, Beth. A personagem. 8.ed. São Paulo: Ática, 2006. p.52-53.)
O texto faz uma relação entre cinema e literatura por intermédio da figura do narrador em comparação com a câmera. A sobredita relação é possível porque