Quando alguém mencionava, no Brasil dos séculos XVIII e XIX, um africano, o mais provável é que estivesse a falar de um escravo, pois nessa condição amargava a maioria dos homens e mulheres que, vindos da África, aqui viviam. Mas podia também referir-se a um liberto, ou seja, a um ex-escravo. Ou a um emancipado, isto é, um negro retirado de um navio surpreendido no tráfico clandestino. Ou, o que era mais raro, a um homem livre que jamais sofrera o cativeiro.
SILVA, Alberto da Costa e. Um rio chamado Atlântico: A África no Brasil e o Brasil na África. 5. edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2011. p. 157.
Sobre o que afirma o texto, analise as seguintes proposições:
I. Nas décadas finais do século XIX, antes da Abolição, uma parcela da população africana do Brasil já estava liberta.
II. A Inglaterra destacou-se, no século XIX, pelo combate ao tráfico clandestino de africanos.
III. Os escravos urbanos não podiam se tornar libertos.
IV. O Brasil proibiu o tráfico negreiro já no final do século XVIII.
V. A presença africana no Brasil dos séculos XVIII e XIX caracterizava-se por uma diversidade de condições de vida.
Estão CORRETAS