Quando, em 1848, revi nossa terra natal [o Ceará], tive a ideia de aproveitar suas lendas e tradições em alguma obra literária. Já em São Paulo tinha começado uma biografia de [Felipe] Camarão. Sua mocidade, a amizade heroica que o ligava a Martim Soares Moreno, a bravura e lealdade de Jacaúna, aliado dos portugueses, e suas guerras contra o célebre Mel Redondo; aí estava o tema. Faltava-lhe o perfume que derrama sobre as paixões do homem e da mulher. (...) Este livro [Iracema] é, pois, um ensaio ou antes amostra. Verá realizadas nele minhas ideias a respeito da literatura nacional; e achará aí a poesia inteiramente brasileira, haurida na língua dos selvagens.
(ALENCAR, José de. “Carta ao Dr. Jaguaribe”. Iracema. 20. ed. São Paulo: Melhoramentos, 1965. p. 152)
Esse depoimento de José de Alencar comprova o fato de que alguns dos nossos primeiros escritores românticos, como também ocorreu com