“Quando o século XX começou”, escreveu Geoffrey Barraclough em meados da década de 1960, “o poder europeu na Ásia e na África estava em seu auge; parecia que nenhuma nação poderia resistir à superioridade das armas e do comércio da Europa. Sessenta anos depois, só restavam os vestígios do domínio europeu. [...] Nunca antes em toda a história humana, ocorreu uma inversão tão revolucionária com tamanha rapidez.” A mudança da posição dos povos da Ásia e da África “foi o sinal mais forte do advento de uma nova época”.
(Giovanni Arrighi. Adam Smith em Pequim: origens e fundamentos do século XXI, 2008.)
Entre os motivos que explicam essa “inversão tão revolucionária”, encontra-se