Quando se pretende fazer uma análise da conjuntura histórica da América Latina pós-1945, observa-se a presença significativa do fenômeno político-social conhecido como populismo. Embora as raízes da política populista possam ser encontradas antes da II Grande Guerra, tanto seu alcance como seus limites caracterizam o período posterior. Tal fenômeno, em linhas gerais, consiste em uma ideologia que procurou mobilizar e manipular as aspirações das camadas urbanas da pequena burguesia, que aspiravam a melhores condições sócio-econômicas, e do novo proletariado que se desenvolveu após 1930, que não possuía uma forte tradição de luta sindical, como o operariado do início do século. Essa manipulação foi empreendida pelo Estado, tomando para si a tarefa de “modernizar” as estruturas econômicas dos países latinoamericanos, as quais, a partir de 1929, passaram por uma reciclagem e por novas formas de integração ao capitalismo internacional. No entanto já na década de 1950 a crise desse modelo pode ser percebida claramente. Entre as várias razões para tal, podem ser apontadas as seguintes, EXCETO: