Quanto à parasitologia, avalie as seguinte considerações.
I. Os vírus não são constituídos por células, embora dependam delas para a sua multiplicação. Alguns vírus possuem enzimas. Por exemplo o HIV tem a enzima transcriptase reversa que faz com que o processo de transcrição reversa seja realizado (formação de DNA a partir do RNA viral). Esse processo de se formar DNA a partir de RNA viral é denominado retrotranscrição, o que deu o nome retrovírus aos vírus que realizam esse processo. Os outros vírus que possuem DNA fazem o processo de
transcrição (passagem da linguagem de DNA para RNA) e só depois a tradução. Estes últimos vírus são designados de adenovírus.
II. Os príons possuem estruturas bastante estáveis e são resistentes a enzimas digestivas, calor, algumas substâncias químicas e até à radiação ultravioleta, condições que normalmente degradam proteínas e ácidos nucleicos. Também não existe nenhum mecanismo de defesa imunológica capaz de neutralizar essa partícula infectante, o que torna ainda mais rápida a sua disseminação.
III. As doenças provocadas por príons não têm cura e são frequentemente classificadas como encefalopatias espongiformes, devido ao aspecto esponjoso que o cérebro adquire com a infecção. A mais conhecida dessas doenças é a Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida popularmente como mal da vaca louca. Essa doença provoca a degeneração dos neurônios de bovinos, que passam a apresentar comportamentos anormais e morrem dentro de pouco tempo.
IV. A doença do sono, ou encefalite letárgica, é causada por um adenovírus e transmitida através da picada da mosca tsé-tsé (Glossina palpalis). A doença é conhecida como “do sono” por conta da inconsciência e o mal-estar que causa no paciente. Acredita-se que 80% das pessoas infectadas morrem dessa doença após apresentar os sintomas, como, cansaço, febre alta, convulsões e dor intensa. Apesar da mortalidade ser alta, há cura para a doença. O número da mortalidade é grande por conta da demora no diagnóstico e também porque o tratamento tem preços elevados.
V. Na úlcera de Bauru, o agente etiológico viral é transmitido pela fêmea do inseto da família dos flebotomíneos no momento da picada. A doença é caracterizada pelo aparecimento de múltiplas lesões, em várias partes do corpo, principalmente no tronco e face. A forma difusa acontece geralmente em pessoas com seu sistema imune deficiente, como por exemplo, pacientes HIV positivos; começa com uma lesão única e evolui formando placas e vários nódulos. A doença também pode atingir roedores, gambás, cães silvestres e domésticos, entre outros mamíferos.