QUANTO MAIS CARO, MELHOR
Qual o valor correto de uma obra de arte? Adam Smith, o pai do liberalismo econômico, dizia que ganhar dinheiro com arte é como submeter o talento à “prostituição pública”,
e por isso o artista merece ser regiamente pago. Jean- Jacques Rousseau, filósofo iluminista, achava que toda obra de arte é superfaturada porque está a serviço do desejo dos ricos fúteis de serem invejados. Francisco Pacheco, o pintor espanhol que ensinou Diego Velázquez a pintar, escreveu um tratado dizendo que o custo de produção de uma obra de arte decorre “do gênio e da perfeição da forma”. Na semana passada, a escultura “O Homem Caminhando I”, do suíço Alberto Giacometti, foi arrematada por 104,3 milhões de dólares, em Londres. É o mais alto preço já pago por uma obra de arte num leilão. O recorde anterior pertencia a uma tela de Pablo Picasso, “Menino com Cachimbo”, vendida por 104,1 milhões de dólares em Nova York, em 2004.
(Revista Veja, 10/02/2010)
Na frase “o artista merece ser regiamente pago”, a expressão em negrito, para não perder o valor semântico, só não pode ser substituída por: