Raul Jungmann, ministro da Defesa, à frente da “Operação Rio”, com o uso ostensivo das Forças Armadas para o combate ao crime organizado que tomou conta da rotina dos moradores, afirmou em entrevista à Istoé: “Não vamos acabar com o crime da noite para o dia, mas vamos fustigá-lo. Não haverá trégua.” Para ele, o crime está incrustado no Rio e o tráfico já domina 850 comunidades cariocas.
- Por que o Rio chegou a esse estágio de descontrole?
- O Rio chegou a esse ponto por subestimar o poder de articulação e conivência com o tráfico que se infiltrou no estado e demarca territórios, até eleitorais. Ou seja, em determinadas áreas, só é candidato quem eles permitem. Foi uma construção lenta e corrosiva. Múltiplos fatores contribuíram nesse processo. Mas a captura das instituições do Estado pelo crime e pela corrupção, associada ou não, foi decisiva.
(Istoé,30/08/2017-p 9 e 11, trecho)
Tornou-se corriqueira, no Brasil, a expressão “estado paralelo” em referência à forma como se estruturou o crime no Rio de Janeiro e como desafia o próprio Estado. Na entrevista, o ministro da Defesa reconhece a construção de um “estado paralelo” pelo crime, ao afirmar: