– Rebentou outro fogo no Varjão! – vinha dizer um agregado...
Mal se ia aquele, vinha outro:
– Patrão, o Trabiju está queimando!
– Então, já seis?
– É verdade. Há o fogo do Teixerinha, o fogo do Maneta, o fogo do Jeca...
– [...] Que patifes! Mas hão de pagar. Denuncio-os todos à polícia.
O capataz sorriu.
– Não vale a pena. São eleitores do governo; o patrão não arranja nada. [...]
Tinha razão o homem. Eram todos do governo. E o eleitor da roça, em paga da fidelidade partidária, goza-se do direito de queimar o mato alheio.
(Monteiro Lobato. Urupês, 1994.)
O texto relata um incidente numa fazenda do interior de São Paulo, em 1914, e faz referência a uma prática política regular na Primeira República Brasileira, baseada