Recentemente alguns hospitais fizeram uma descoberta inesperada: investimentos que realmente melhoram os cuidados com pacientes em geral não ficam no topo da folha de pagamento, com os especialistas famosos, mas no fim, com os anônimos zeladores.
Hospitais chegaram a essa conclusão enquanto tentavam lidar com uma tendência alarmante. Na última década, organismos que provocam mais infecções em pacientes internados se tornaram mais difíceis de tratar. Uma razão é a maior resistência a medicamentos. Algumas infecções só respondem a um ou dois fármacos do arsenal de antibióticos. Mas outro motivo é que os organismos mudaram.
Os primeiros surtos foram provocados por Enterococcus resistentes à vancomicina, ou VRE, e por Clostridium difficile, conhecida como C.diff, seguidos por um grupo de bactérias chamadas coletivamente de organismos Gram-negativos: Escherichia coli, Klebsiella, Pseudomonas e Acinetobacter.
Esse grupo variado chega a quartos de hospital de várias formas. Acinetobacter e Pseudomonas ocorrem mais no solo e na água, mas são levadas ao ambiente hospitalar por meio de sapatos e roupas. Em contraste, VRE, E.coli, Klebsiella e C.diff vivem no organismo de seres humanos. Essas bactérias entram nos hospitais no intestino dos pacientes e escapam quando eles sofrem de diarreia, contaminando o leito, o ar e o equipamento ao seu redor.
Mas até o regime de desinfecção mais eficiente pode falhar. Assim, pesquisadores estão buscando algo inédito como quartos que se limpem sozinhos. A maior parte de seu trabalho inicial se concentra em pesquisar revestimento e tecidos que possam repelir ou matar organismos infecciosos. Uma empresa imprime a superfície de cateteres com um padrão que imita a textura escamosa da pele de tubarão, inovação inspirada pela percepção de que tubarões, ao contrário de baleias, não desenvolvem coberturas de algas. Na pesquisa da empresa, a superfície projetada dificulta a fixação e a multiplicação de bactérias.
(MCKENNA, 2012)
A figura representa a foto microeletrônica de uma escama da pele de tubarão.
Considere uma bactéria com massa m, deslizando sobre uma superfície inclinada de uma escama que forma um ângulo θ com a pele.
Desprezando-se os efeitos hidrodinâmicos e sabendo-se que o coeficiente de atrito dinâmico entre a bactéria e a superfície é μ, que o módulo da aceleração da bactéria é a e que o módulo da aceleração da gravidade local é g, com base nas leis de Newton, é correto afirmar: