“(...) Recordo-me de como ouvi, pela primeira vez, na minha meninice, falar desse grande seridoense (Seridó, Rio Grande do Norte) [José Bezerra do Araújo-Galvão]. O seu nome soava como uma nota de clarim, vibrando nas quebradas das serras e dos vales, como defensor da honra alheia, dos limites da propriedade privada, da moça ofendida, do pobre que apelava para a sua proteção, inimigo da prepotência, defensor dos hábitos e costumes do seu povo, transformados por uma sedimentação de vários séculos em norma de vida ou código de lei. No seu município predominou por muito tempo o regime do Estado sou eu. O município era ele. A lei era ele. O juiz, o delegado, o padre, eram ele”.
MELO, M. R. de. Patriarcas e Carreiros. Rio de Janeiro: Pongetti, 1954, p.273
O trecho trata de um fenômeno que, no Brasil,