Relacione os autores aos fragmentos de texto.
( 1 ) Machado de Assis
( 2 ) Franklin Cascaes
( 3 ) João Cabral de Melo Neto
( 4 ) Martins Pena
( 5 ) Rubem Fonseca
( ) “Quintília, do conto A Desejada das gentes, ‘tinha os olhos, como eu então dizia, que pareciam cortados da capa da última noite, mas apesar de noturnos, sem mistérios nem abismos (...) e foram os risos dela, de parceria com os olhos, que me doeram muito durante certo tempo’. Era pretendida por muitos, porém não via no casamento nada que a agradasse, por isso, resiste até o fim, mesmo amando um desses pretendentes.”
( ) O Cão sem Plumas é a descrição das condições sub-humanas nas palafitas e mocambos do Recife, tendo o rio Capibaribe como eixo central. A dicção é dura, como convém ao tema e ao autor, mas nunca resvala para o tom de panfleto. Segundo o crítico Antonio Secchin, “por sua linguagem antidiscursiva, o enfoque da pobreza nordestina escapa do tom panfletário a que tantas vezes o social foi submetido (...)”.
( ) O mesmo cavalo sabino [com] que o pai havia feito a viagem até Santo Antônio, ele usou como montaria também e procurou a casa da parenta dele na Praia Comprida. Foi muito bem recebido por todos, principalmente pela Lina Besuga, que, há muito, vinha sonhando tê-lo como seu futuro genro. Na hora do café posto, de conversa em conversa, a Besuga colocou a isca do casamento na armadilha que havia enliçado na urdideira do seu pensamento e atuçou o Zé para que a aceitasse. O Zé nem pestanejou, pois o motivo que o trouxera até aquela casa [não] era senão o interesse pela mula-sem-cabeça, como a havia xingado deste apelido o velho ferreiro, para oferecerlhe casamento certo.
( ) A história se inicia com uma citação shakespeareana: “há mais coisas no céu e na terra do que sonha a nossa filosofia”. A frase funciona como um referente genérico, que nos insinua que a vida é mistério - nada pode ser previsto –, não se podendo, pois, acreditar nas predições que nos fazem. De nada adiantam as tentativas de adivinhar (conhecer mágicamente) a realidade, porque o destino é que impulsiona o desejo do ser humano na sua jornada de vida, que culmina na morte.
( ) “A lamparina, o catuto e o leme da canoa estavam metamorfoseados, pescando com a rede solta ao mar, com a tralha do chumbo virada por riba das tralhas das cortiças. As águas do mar estavam encapetadas; peixes boiavam sobre a superfície, atirando gargalhadas estridentes como o som metálico dos pratos usados em bandas musicais.”
( ) “O coronel começa a tratá-lo mal e a ocupá-lo em demasia. Por causa de uma bengalada, ele decide ir embora, mas o velho, esperto, suplica que fique e Procópio deixa-se vencer pelos rogos. Os insultos continuam e Procópio consegue se fazer de indiferente. Não que fosse mártir, ele bem que tentava sair da função, mas o vigário o demovia da ideia porque o velho não tinha parentes no mundo e estava no fim da vida. Procópio confessa que um fermento de ódio latejava-lhe no coração e apenas esperava.”
A sequência correta, de cima para baixo, é: