(...) Restam ainda muitas dúvidas em relação a como e quanto o ambiente será afetado pela lama da Samarco em Mariana. Mas uma merece destaque: é possível recuperar o estrago? Ainda é muito cedo para afirmar com certeza, porém se estipula que o volume de água do rio talvez será o primeiro a normalizar.
“A natureza é muito mais forte do que podemos imaginar. Com o passar do tempo e muito lentamente a vegetação e os rios vão-se recuperando. A vida dos tributários vai voltar a ocupar o rio e ele, em uma ou duas décadas, vai-se recuperar. O que é muito tempo.” afirma o coordenador do Centro de Pesquisas Hidráulicas, Carlos Barreira Martinez. No entanto, para que isso ocorra, é necessário que a lama se dilua e escorra para outras áreas, o que só é possível com a ação da chuva. A estiagem que a região Sudeste enfrenta é um agravador desse cenário, atrasando muito uma possível revitalização do Rio Doce (...).
Disponível em: http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/11/mariana-as-consequencias-do-maior-desastre-ambiental-dobrasil.html Acesso em: 28 abr. 2016.
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