Retomemos aqui o assunto principal desta palestra, que é o problema da conciliação do interesse individual com o interesse coletivo. Este tema, como todos sabemos, é tratado [...] em sua famosa passagem da mão invisível. Seu argumento diz, basicamente, que cada indivíduo, agindo apenas em nome de seu próprio interesse, acaba contribuindo, sem o saber, para o bem comum, que, em nenhum momento, tinha sido seu objetivo declarado. [...]
[...] o argumento [...] tem a ver com crescimento econômico. Diz ele que, como é do interesse de cada indivíduo enriquecer, e como cada indivíduo sabe melhor do que outras pessoas julgar seu próprio interesse e decidir sobre os melhores meios de atingi-lo, o melhor que ele tem a fazer é buscar seu próprio interesse. Ao agir dessa forma, esse indivíduo enriquecerá. Ora, se todos agirem assim, todos enriquecerão e, portanto, o país como um todo enriquecerá. Vemos assim que o argumento original da mão invisível não é tão paradoxal quanto pode parecer para alguns, afinal de contas. Isso porque o interesse individual não é antagônico ao interesse geral. Muito pelo contrário, sob essa ótica, o interesse geral é simples soma dos interesses individuais. (RETOMEMOS... 2017).
A MÃO invisível. Disponível em: http://www.ihu.unisinos.br/images/stories/cadernos/ideias/035cadernosihuideias.pdf. Acesso em: 21 nov. 2017.
A origem da riqueza das nações sempre foi motivo de debate e divergência entre pesquisadores, cientistas e políticos, sendo que o pensamento econômico retratado no texto se relaciona ao