RIO DE JANEIRO – “Rio”, o desenho animado americano, mal estreou e já foi cobrado pelo que omitiu na tela. Ouvi resmungos de que o filme, uma esfuziante celebração da cidade, deixou de fora as mazelas, e que tudo nele é cartão-postal – o céu, o mar, o recorte das montanhas, as praias, o humor do carioca, as mulheres, a arquitetura. Não tem guerra de facções, nem batidas no morro, nem balas perdidas, nem mesmo bueiros explodindo. Incrível como somos rigorosos. Quando se trata do nosso quintal, exigimos realismo e criticamos o estrangeiro que nos enxerga de forma ingênua e positiva. Já quando se trata desse estrangeiro e do que ele nos apresenta de si próprio, somos mais lenientes.
(Folha de S.Paulo, 11.04.2011.)
Observe o primeiro período do texto reescrito: “Rio”, o animado (I) desenho americano, estreou mal (II) e foi cobrado pelo que já (III) omitiu na tela.
Em relação ao texto original, houve alteração de sentido com a mudança de posição do termo indicado em